O Sr. Aldo Pagotto, atual Arcebispo da Paraíba, chegou causando polêmica e mostrando seu estilo ao condenar os casamentos megalomaníacos que aconteciam na capital paraibana. Em seguida, partiu para cima dos religiosos que disputavam vagas na câmara e assembléia legislativa, num recado direto para o Frei Anastácio e o Padre Luiz Couto, recomendando que retirassem os títulos eclesiásticos enquanto estivessem em mandatos eletivos, ou em campanhas políticas.
De pronto, ganhou os holofotes da mídia e começou a preencher os espaços jornalísticos e a escrever em colunas semanais nos jornais locais. De ótima formação e utilizando palavras e termos rebuscados (aliás, a Igreja Católica realiza um trabalho exemplar nesse sentido), o Arcebispo ganhou, em pouco tempo, notoriedade e respeito da “sociedade” paraibana. Logo iria mostrar para que veio.
O seu estilo polêmico ganhou corpo quando começou a defender, em seus artigos, o trabalho infantil, sem ao menos contextualizar o debate. Ao afirmar que a criança deve trabalhar para livrar-se das drogas ou do “mal caminho” esqueceu do Estatuto da Criança e do Adolescente. O ECA, como é conhecido o Estatuto, é apenas uma tentativa de minimizar os efeitos nefastos da sociedade capitalista sobre as nossas crianças. O fato do Arcebispo nadar contra a maré no caso do Estatuto foi lamentável e mereceu repúdio de vários setores da sociedade civil organizada. Infelizmente, o carismático líder religioso apenas afirmou seu posicionamento de classe, onde as crianças ricas devem estudar e perpetuar a riqueza financeira e o poder político dos seus pais-patrões. Cabe então, na visão do Arcebispo, às crianças pobres desse país, cumprir seu destino de operários-padrões e começar a labuta deste cedo. Assim, tais crianças não irão perturbar o sono dos detentores do poder financeiro. Este episódio é a marca indelével do posicionamento de classe do Sr. Pagotto, um rasgo conceitual em favor da classe burguesa e expresso através do seu ódio patológico aos Movimentos Sociais organizados.
Ódio esse visualizado através de campanhas sistemáticas que atentam contra vários setores da Igreja Católica ligados aos Movimentos Sociais do campo e da cidade. Para tais Movimentos, o Arcebispo da Paraíba tem sido uma pedra no caminho, agindo diuturnamente para ceifar espaços e dirigentes que atuam lutando contra a direita em nosso estado.
Para corroborar com esta análise basta seguir os passos do Sr. Pagotto, que nada tem de semelhante com os passos de Jesus. Após a prisão de Cícero Lucena, acusado no esquema da Operação Confraria da Polícia Federal, o Arcebispo foi celebrar uma missa em favor do acusado logo após este conseguir o habeaus corpus. Como de praxe aos políticos adeptos do proselitismo, Cícero cita Deus em todas as suas falas, de cinco em cinco segundos, ato que deve contar com a graça do Arcebispo.
No programa político, do horário eleitoral, do Sr. Cássio Cunha lá estava o Sr. Pagotto, desta vez fazendo campanha explicitamente para os tucanos. Aliás, a maior arma do Sr. Cunha Lima no caso do escândalo dos cheques da FAC é o próprio Arcebispo. Sempre que questionado sobre o processo ilícito (e imoral) dos cheques o tucano é assertivo em dizer que o processo contou com a “fiscalização” do Sr. Pagotto e tudo será resolvido com a graça de “Deus”. Aliás, no mesmo programa eleitoral, Cunha Lima tem o descaramento de dizer que o empréstimo consignado para o funcionalismo público junto a um banco estrangeiro não trouxe prejuízos a ninguém! E quem pagou a conta senão os cofres públicos, com dinheiro arrecadado do povo trabalhador?
Mas o Sr. Pagotto escreve sua história na Paraíba (locupletada pelos mesmos grupos políticos), não só pelas presenças, como também pelas ausências. Não encontramos o Arcebispo nas lutas sociais organizadas pela Igreja progressista em nosso estado, especialmente nas lutas dos camponeses que derrubam grilhões e ocupam terras improdutivas (na voz do Sr. Pagotto escutamos a palavra “invasão”, termo cunhado pela mídia de atitude fascista), não encontramos o Arcebispo nos debates e palestras dos operários, sindicalizados, desempregados organizados, pois isto não agradaria aos poderosos que sustentam sua presença no estado.
A carismática é a sua forma de organização, a Teologia da Libertação arrepia seus cabelos. O fortalecimento da burguesia e da propriedade privada, vinculadas aos grupos políticos reacionários, é o mote de sua presença na Paraíba. Aterrorizar e criminalizar os Movimentos Sociais é sua tarefa contumaz. Por isso, acredito que a classe trabalhadora, da cidade e do campo, deve capitanear uma ação conjunta para exigir o retorno de religiosos que atendam aos anseios da maioria do povo da Paraíba e excomunguem aqueles que representam a farsa da história.
23.9.06
2.9.06
Quadrilha - Carlos Drummond de Andrade - vamos completar?
QUADRILHA
Cícero que é candidato ao senado, que está envolvido com a Confraria
Que tem como suplente Carlos Dunga, que está envolvido na Máfia dos
Sanguessugas
Que tem seu filho candidato a Deputado
Como seu aliado Efraim Moraes (aquele do nepotismo cruzado) que cujo irmão
está envolvido em escândalos na Secretaria de Saúde
Que agora é aliado de Cássio
Que distribui cheques em ano eleitoral (sem falar na SUDENE), que é filho
de quem atirou para matar
Que era aliado de Maranhão
que ficou mais rico nos últimos anos (vendendo todo pouco da PB, junto
com ex-aliados)
Que é aliado de Ney Suassuana, que está envolvido com a Máfia das
Sanguessugas
Que agora está no mesmo partido de Wilson Braga (que nem merece
comentários)...
Que todos esses pedem votos ao eleitor
Que não fodeu ninguém!
Cícero que é candidato ao senado, que está envolvido com a Confraria
Que tem como suplente Carlos Dunga, que está envolvido na Máfia dos
Sanguessugas
Que tem seu filho candidato a Deputado
Como seu aliado Efraim Moraes (aquele do nepotismo cruzado) que cujo irmão
está envolvido em escândalos na Secretaria de Saúde
Que agora é aliado de Cássio
Que distribui cheques em ano eleitoral (sem falar na SUDENE), que é filho
de quem atirou para matar
Que era aliado de Maranhão
que ficou mais rico nos últimos anos (vendendo todo pouco da PB, junto
com ex-aliados)
Que é aliado de Ney Suassuana, que está envolvido com a Máfia das
Sanguessugas
Que agora está no mesmo partido de Wilson Braga (que nem merece
comentários)...
Que todos esses pedem votos ao eleitor
Que não fodeu ninguém!
23.3.06
homem-canção I - cale-se
O homem-canção é aquele que toma a música como consolo. Que canta ante as adversidades; se vê falante por metáforas, para poder ser ouvido. O homem-canção é aquele que se encontra nas letras de grandes músicas, nas composições que parecem ter sido feitas para ele. O homem-canção sente a dor do mundo, e por se sentir dor, canta. Assim ele fala, exprime, grita, chora, berra – sem se preocupar em ser reprimido.
O homem-canção só poderia iniciar com esta obra-prima, diante de tantos “cale-se”,
Cálice
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque e Gilberto Gil
(refrão)
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta
(refrão)
Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa
(refrão)
De muito gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai, abrir a porta
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito, resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade
(refrão)
Talvez o mundo não seja pequeno
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça
Minha cabeça perder teu juízo
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Me embriagar até que alguem me esqueça
O homem-canção só poderia iniciar com esta obra-prima, diante de tantos “cale-se”,
Cálice
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque e Gilberto Gil
(refrão)
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta
(refrão)
Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa
(refrão)
De muito gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai, abrir a porta
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito, resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade
(refrão)
Talvez o mundo não seja pequeno
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça
Minha cabeça perder teu juízo
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Me embriagar até que alguem me esqueça
19.1.06
“A bolsa ou a vida” e outros contos (de cem réis)
Gostaria de começar essas mal traçadas linhas por outro autor, que não o apontando no cabeçalho acima.
Estou na quinta tentativa de ler “A Paixão segundo G.H.” de Clarice Lispector. A dificuldade pode assentar na preocupação da autora no prefácio da obra: “Esse livro é como um livro qualquer. Mas eu ficaria contente se fosse lido apenas por pessoas de alma já formada...”. Imagine que desde os 16 anos que não consigo concluir o livro, talvez por começar sempre pelo prefácio e me ver diante da condição de alma formada, sugerida por Clarice. O que bem sei no momento é que já estou na página 89 (bem mais longe do que já fui). Talvez isso pode ser um indicativo de que o estado pueril que me dava conta esteja superado.
Mas o que chama atenção para o momento é a terceira perna. O livro começa com a angústia de G.H. ao perder sua terceira perna, “uma terceira perna que até então me impossibilitava de andar mas que fazia de mim uma tripé estável”. A personagem, e seu progresso narrativo, continua a afirmar que esse elemento que não mais existe (e que aparentemente é inútil, pois é possível andar com duas pernas) é essencial para o seu encontro, para sua organização, enfim para continuar vivendo.
Não sei exatamente o que uma alma bem formada pode definir como terceira perna, mas tenho por mim que o que me falta nesse momento é a minha liberdade – não que esse elemento seja útil ou necessário por completo para me fazer viver. É importante frisar também que o portador, ausente de liberdade, não se quer afirmar enquanto ser isolado, ao contrário, o conceito de liberdade parte do pressuposto do coletivo. E essa falta da terceira perna (contraditória por si mesma) é o conjunto da coerência e incoerência que me cerca nesse momento – e desde já me assumo enquanto incoerente para receber as devidas críticas, bem vindas de almas já formadas.
Me parece que minha liberdade tem um limite chamado bolsa. Não esse objeto feito por crônica de Drummond (quem dera), trato bolsa (financeira) essa que mais parece um osso corroído cheio de dentes a morder e que por vezes consegue inverter a lógica do raciocínio coletivo. Em primeiro lugar, a disputa não deve surgir no micro, pois as bolsas minguadas merecem uma análise de maior profundidade. Não podemos deixar de imaginar que tais bolsas já foram mais gordas e em maior número (havia bolsa até para especialização!), e que com o processo neoliberal do Estado mínimo não só as bolsas, como os empregos, o salário e a dignidade humana foram-se mais ainda. Se esse assunto “esquenta” o debate na pós-graduação, busquem vocês imaginar como anda a vida de 50 milhões de brasileiros que estão abaixo da linha da pobreza! Que tal se todos nós da Pós-Graduação (Educação Popular) estivéssemos alinhados com os desempregados de João Pessoa, com a mesma gana que estamos preocupados com as bolsas de estudos! Vamos acampar em Brasília e pedir ao Buarque que não cobre taxas dos universitários, que estabeleça condições dignas para a graduação, pós-graduação, para as creches, etc. Aproveitamos e invadimos o planalto, tomamos de assalto o poder e deixamos de pagar a dívida (milhões de dólares já pagos) e assim poderíamos garantir liberdade e cidadania para todo o povo!
Não deixemos que a bolsa vire moeda corrente, instrumento de coação, medo e atitudes de bajulação. A situação da bolsa está pior que exército de reserva, “se você não for um bom menino, Deus vai castigar”.
Marx, no Manifesto Comunista, trata sobre a relação do frio interesse monetário ao afirmar que: “(a burguesia) Fez da dignidade pessoal um simples valor de troca e, no lugar de um sem-número de liberdades legítimas e duramente conquistadas, colocou a liberdade única, sem escrúpulos do comércio” (grifo nosso).
Assim, só posso acreditar em liberdade com atitudes tomadas na horizontal, não verticalizadas, discutidas no (e para o) coletivo. Esse ar impregnado merece ser baforado e transformado num debate ampliado, no coletivo, ideológico e não pessoal. Qual o projeto que fazemos parte? De que lado nós estamos? Essas perguntas devem estar bem claras ao discutimos as possibilidades históricas na luta em prol dos trabalhadores, ou dos nossos bolsos (e vaidade). Nesse caminhar quais as demandas imediatas? Restaurante Universitário, Residência Universitária, luta contra as taxas na Universidade (os alunos do CEFET estão pagando para fazer o mestrado), toda a população com acesso a educação básica e ensino superior, liberdade...
Pode parecer estranho (e alguns dirão coisas piores) esse discurso. Mas se me permitirem ao menos citar o Comandante Che, afirmarei: “quando o extraordinário se tornar cotidiano, fizemos a revolução”.
Indo mais além da água dessa fonte, procuro ajuda no educador russo Pistrak (analisado por Rossi), que debatendo sobre a estrutura de poder na escola, afirmou: “Não é raro ver-se representantes estudantis defendendo, nos órgão colegiados da administração escolar, não os interesses de seus pares e constituintes, os estudantes, mas os de uma administração que os cooptou mediante procedimentos diversos e nem sempre muitos morais que, nas famigeradas escolas particulares, chegam a envolver bolsas de estudo e outras vantagens concretas.”
Para quem entendeu a mensagem (e para quem a carapuça caiu – e aí já não é mais da minha ossada) fica a mensagem da terceira perna (liberdade, lembram?), que a discussão amiúde é interessante quando de fato existir um projeto popular de libertação nacional – não pela via eleitoral – uma libertação extraordinária, que venha dar a terceira perna a todo povo desse país.
Lauro Pires Xavier Neto
Estou na quinta tentativa de ler “A Paixão segundo G.H.” de Clarice Lispector. A dificuldade pode assentar na preocupação da autora no prefácio da obra: “Esse livro é como um livro qualquer. Mas eu ficaria contente se fosse lido apenas por pessoas de alma já formada...”. Imagine que desde os 16 anos que não consigo concluir o livro, talvez por começar sempre pelo prefácio e me ver diante da condição de alma formada, sugerida por Clarice. O que bem sei no momento é que já estou na página 89 (bem mais longe do que já fui). Talvez isso pode ser um indicativo de que o estado pueril que me dava conta esteja superado.
Mas o que chama atenção para o momento é a terceira perna. O livro começa com a angústia de G.H. ao perder sua terceira perna, “uma terceira perna que até então me impossibilitava de andar mas que fazia de mim uma tripé estável”. A personagem, e seu progresso narrativo, continua a afirmar que esse elemento que não mais existe (e que aparentemente é inútil, pois é possível andar com duas pernas) é essencial para o seu encontro, para sua organização, enfim para continuar vivendo.
Não sei exatamente o que uma alma bem formada pode definir como terceira perna, mas tenho por mim que o que me falta nesse momento é a minha liberdade – não que esse elemento seja útil ou necessário por completo para me fazer viver. É importante frisar também que o portador, ausente de liberdade, não se quer afirmar enquanto ser isolado, ao contrário, o conceito de liberdade parte do pressuposto do coletivo. E essa falta da terceira perna (contraditória por si mesma) é o conjunto da coerência e incoerência que me cerca nesse momento – e desde já me assumo enquanto incoerente para receber as devidas críticas, bem vindas de almas já formadas.
Me parece que minha liberdade tem um limite chamado bolsa. Não esse objeto feito por crônica de Drummond (quem dera), trato bolsa (financeira) essa que mais parece um osso corroído cheio de dentes a morder e que por vezes consegue inverter a lógica do raciocínio coletivo. Em primeiro lugar, a disputa não deve surgir no micro, pois as bolsas minguadas merecem uma análise de maior profundidade. Não podemos deixar de imaginar que tais bolsas já foram mais gordas e em maior número (havia bolsa até para especialização!), e que com o processo neoliberal do Estado mínimo não só as bolsas, como os empregos, o salário e a dignidade humana foram-se mais ainda. Se esse assunto “esquenta” o debate na pós-graduação, busquem vocês imaginar como anda a vida de 50 milhões de brasileiros que estão abaixo da linha da pobreza! Que tal se todos nós da Pós-Graduação (Educação Popular) estivéssemos alinhados com os desempregados de João Pessoa, com a mesma gana que estamos preocupados com as bolsas de estudos! Vamos acampar em Brasília e pedir ao Buarque que não cobre taxas dos universitários, que estabeleça condições dignas para a graduação, pós-graduação, para as creches, etc. Aproveitamos e invadimos o planalto, tomamos de assalto o poder e deixamos de pagar a dívida (milhões de dólares já pagos) e assim poderíamos garantir liberdade e cidadania para todo o povo!
Não deixemos que a bolsa vire moeda corrente, instrumento de coação, medo e atitudes de bajulação. A situação da bolsa está pior que exército de reserva, “se você não for um bom menino, Deus vai castigar”.
Marx, no Manifesto Comunista, trata sobre a relação do frio interesse monetário ao afirmar que: “(a burguesia) Fez da dignidade pessoal um simples valor de troca e, no lugar de um sem-número de liberdades legítimas e duramente conquistadas, colocou a liberdade única, sem escrúpulos do comércio” (grifo nosso).
Assim, só posso acreditar em liberdade com atitudes tomadas na horizontal, não verticalizadas, discutidas no (e para o) coletivo. Esse ar impregnado merece ser baforado e transformado num debate ampliado, no coletivo, ideológico e não pessoal. Qual o projeto que fazemos parte? De que lado nós estamos? Essas perguntas devem estar bem claras ao discutimos as possibilidades históricas na luta em prol dos trabalhadores, ou dos nossos bolsos (e vaidade). Nesse caminhar quais as demandas imediatas? Restaurante Universitário, Residência Universitária, luta contra as taxas na Universidade (os alunos do CEFET estão pagando para fazer o mestrado), toda a população com acesso a educação básica e ensino superior, liberdade...
Pode parecer estranho (e alguns dirão coisas piores) esse discurso. Mas se me permitirem ao menos citar o Comandante Che, afirmarei: “quando o extraordinário se tornar cotidiano, fizemos a revolução”.
Indo mais além da água dessa fonte, procuro ajuda no educador russo Pistrak (analisado por Rossi), que debatendo sobre a estrutura de poder na escola, afirmou: “Não é raro ver-se representantes estudantis defendendo, nos órgão colegiados da administração escolar, não os interesses de seus pares e constituintes, os estudantes, mas os de uma administração que os cooptou mediante procedimentos diversos e nem sempre muitos morais que, nas famigeradas escolas particulares, chegam a envolver bolsas de estudo e outras vantagens concretas.”
Para quem entendeu a mensagem (e para quem a carapuça caiu – e aí já não é mais da minha ossada) fica a mensagem da terceira perna (liberdade, lembram?), que a discussão amiúde é interessante quando de fato existir um projeto popular de libertação nacional – não pela via eleitoral – uma libertação extraordinária, que venha dar a terceira perna a todo povo desse país.
Lauro Pires Xavier Neto
7.1.06
Ingerência nefasta do Banco Mundial no Alto-Oeste Potiguar
perdido na selva!!!!!!
O descaso com o Povo do Semi-árido
Os olhos vivos de João Pedro Teixeira
Sexta-feira, 24 de maio de 2003, estive de volta a Sapé/PB. Fui com olhos de João Pedro, fui por Café-do-Vento, para melhor ver a alma dos trabalhadores de Sapé. Deixei a cidade em 2000 para trabalhar no Crato/CE, mas no período de 1999/2000 consegui enxergar como funciona a engrenagem dos que pilham a liberdade humana.
Em 1999, após concurso público, atuei como professor de Educação Física na Escola Municipal Luis Ribeiro e juntamente com professores de outras áreas começamos a sentir o cheiro do descaso. Salário baixo, perseguições, notícias sobre corrupção nos jornais da capital, cassação do prefeito (por oito vezes), denúncias, escândalos, violência. Nossos olhos sentiam mais: o porteiro da escola esquálido, faminto (Severino de pia), estava sempre com o salário atrasado; o diretor da escola poderoso, biônico, não era menos famélico, porém onipotente, comia osso e arrotava filé; os alunos atônitos, sem computadores, sem comida, sem merenda, sem arte, sem cultura; a cidade sem projetos, cheia de bandidos e democrática na base da chibata e do revólver; a população... sem trabalho, sem renda, usurpada, por vezes calada. E nós professores da segunda fase? Éramos oito (talvez), quase todos da capital, quase todos a espera do estágio probatório terminar e poder equalizar a voz rouca que teimava em não sair.
Esse quadro corroia minh’alma nos retornos solitários à João Pessoa, buscando respostas a tantas injustiças, com tantos corações postos a prova! Nesse entre e sai de Sapé, articulamos denúncias, fizemos assembléias, passeatas, escrevemos para o INSS, Tribunal de Contas, ligamos para o MEC, mandamos mensagens eletrônicas com revelações e revelações dos esquemas fraudulentos da Prefeitura. Pequenas vitórias, cassações, assume o vice, tudo como dantes! Na assunção do vice, o prefeito cassado acusava o antigo aliado, que por vezes parecia mais fraudulento que o antecessor.
E o povo? Esquecido, caluniado, deixado de lado, no embate democrático corria solta a propina, a humilhação. A fome, a miséria, o atraso, o descaso. Possível lembrar agora de Perfeição (Renato Manfredini Júnior): “vamos celebrar a estupidez humana, a estupidez de todas as nações, meu país e sua corja de assassinos, covardes, estupradores e ladrões (...) vamos celebrar nosso governo e nosso Estado, que não é nação (...) vamos comemorar como idiotas a cada fevereiro e feriado, todos os mortos na estrada, os mortos por falta de hospitais...”
Já corria no meu semblante o torpor, o descrédito, uma amálgama de revolta e impotência. Mas, numa dessa viagens, encontrei Jorge e seus papéis para a criação do Sindicato dos Servidores do Município, o que parecia uma pequena luz na escuridão. A labuta diária me fez acompanhar de longe a formação do sindicato, que se concretizou, tendo Jorge a frente junto alguns primeiros sindicalizados.
Enfim a soma de forças, contradições e lutas faz com que o Prefeito não consiga a reeleição e termine por passar alguns meses na Prisão Máxima de Mangabeira, a princípio uma vitória popular.
Mas o que é ser popular? É trocar de Prefeito, “eleito” pelo povo? O retorno a Sapé me disse o contrário. Estive por apenas uma manhã. Encontrei os velhos amigos-professores, por um acaso os mesmos, pois só eu havia deixado o Luis Ribeiro, encontrei Jorge, presidente do sindicato, editando o Jornal Força de Expressão. Conversei com os alunos, com os professores, com os sindicalistas... na verdade encontrei a mesma fome de outrora.
Pouca coisa mudou..., reformaram a escola! A mesma escola, sem computadores, sem atrativos, sem formação continuada. A mesma cidade do ano de 2000 (quando a deixei), a cidade de número 4128 (a partir da melhor situação social) dos 5507 municípios do Brasil, com índices de 0,211 de pobreza (numa escala de 0 a 1, que quanto maior o índice, melhor a situação social e entre 0 e 0,4 encontra-se no pior nível), 0,545 de alfabetização, pasmem 0,251 de escolaridade, 0,048 de emprego formal!, 0,020 de desigualdade (Pochmann e Amorim, 2003:198).
Mudou a Prefeitura? Analisem este artigo extraído do Jornal Força de Expressão de abril de 2003: “Família Feliciano afunda Sapé em Precatórios (...) A Família vem governando Sapé desde 1983, inicialmente com a primeira administração do atual prefeito, José Feliciano, que governou Sapé durante seis anos, passando o cargo para seu tio, José Feliciano Neto, que administrou o município por mais quatro, sendo eleita posteriormente, Maria de Fátima Gadelha Feliciano, esposa do atual prefeito, que teve seu mandato cassado por 9 meses, assumindo então seu cunhado, Roberto Flávio Malheiros Feliciano. A família então perdeu o poder para o médico João Carneiro Filho. Agora, de volta ao poder, a família mais uma vez tem José Feliciano Filho como prefeito(...)”.
Essa democradura imposta pela burguesia (oligárquica) do Brasil é analisada por Paulo Freire em Educação como Prática da Liberdade (1980:74), quando afirma que “Em verdade, o que caracterizou, desde o início a nossa formação, foi sem dúvida, o poder exarcebado. (...) Poder exacerbado a que foi se associando sempre submissão. (...) Esta foi, na verdade, a constante de toda nossa vida colonial. Sempre o homem esmagado pelo poder”.
Essa Sapé-colônia, de uns ditos poderosos, tem a fome como forma imperante de domínio e submissão, na manutenção da consciência ingênua (Freireana) do povo, mantendo como legítima (para eles) a dominação. Mas, este não é o momento de retomada do torpor... aprendemos a dialética, carregamos os olhos vivos de João Pedro, aprendemos o movimento das coisas, do ser. Um novo “Canudos” se aproxima, a liberdade está posta a quem quiser servi-la, através da ação concreta da luta (tão bem realizada pelas Ligas Camponesas). Segundo o Jornal Correio da Paraíba (24/05/03, A-5), o líder do Sem-Terra José Rainha afirmou que o “objetivo do movimento é formar um novo Canudos no Pontal do Parapanema.” Avaliamos, então, que a luta Sem-Terra extrapolou a reforma agrária, que assim como o Vietnã, devemos formar dez, cem, mil, Canudos, espalhados pelas diversas ‘colônias’ desse país.
O que nos anima? Pelo menos o paralelo temporal com a concretude das idéias de Paulo Freire. De que época falamos? Do Governo João Goulart (Lula), popular, do movimento das Ligas Camponesas (MST), da ação concreta, das 40 horas de Angicos/RN (3426 no ranking da exclusão social em 2000). E quais os conceitos de Educação Popular (extraídos de Educação como Prática da Liberdade)? Eis o que absorvemos:
1) Educação Popular é a consciência da população enquanto classe dos trabalhadores;
2) Educação Popular é o fazer da desobediência civil, é transcender da ‘democracia burguesa’;
3) Educação Popular é ser radical (e amoroso), é não acomodar-se;
4) Educação Popular é um sem-número de tarefas a cumprir;
5) Educação Popular é não deixar o povo silenciar;
6) Educação Popular é a educação da consciência da transitividade;
7) Educação Popular é a ingerência nos destinos da vida social;
8) Educação Popular são as bases da educação popular nelas e para elas (enquanto classe de trabalhadores);
E quais as condições concretas que temos para a realização das transformações sociais diante dos quadros de democradura, colônia, submissão, educação formal decadente, poder econômico da burguesia? Freire nos aponta alguns caminhos para a discussão, ao relatar: “A democracia que, antes de ser forma política, é forma de vida, se caracteriza sobretudo por forte dose de transitividade de consciência de comportamento do homem(/mulher). Transitividade que não nasce e nem se desenvolve a não ser dentro de certas condições em que o homem(/mulher) seja lançado ao debate, ao exame de seus problemas e dos problemas comuns. Em que o homem(/mulher) participe.” (1980:80)
João Pedro (que me emprestou seus olhos) mira agora na resistência popular dos povos oprimidos, olha para os índios no Equador e Bolívia, para os círculos bolivarianos na Venezuleza, para a resistência na Colômbia, para o Povo Palestino, enfim para o MST e sua campanha de formação de militantes, para a formação da insurgência popular (que pode ter o nome de novo Canudos).
E neste fim (que se configura enquanto começo) trazemos de volta Perfeição: “Venha, meu coração está com pressa, quando a esperança está dispersa, só a verdade me liberta, chega de maldade e opressão. Venha, o amor tem sempre a porta aberta e vem chegando a Primavera, nosso futuro recomeça, venha que o que vem é Perfeição”.
Em 1999, após concurso público, atuei como professor de Educação Física na Escola Municipal Luis Ribeiro e juntamente com professores de outras áreas começamos a sentir o cheiro do descaso. Salário baixo, perseguições, notícias sobre corrupção nos jornais da capital, cassação do prefeito (por oito vezes), denúncias, escândalos, violência. Nossos olhos sentiam mais: o porteiro da escola esquálido, faminto (Severino de pia), estava sempre com o salário atrasado; o diretor da escola poderoso, biônico, não era menos famélico, porém onipotente, comia osso e arrotava filé; os alunos atônitos, sem computadores, sem comida, sem merenda, sem arte, sem cultura; a cidade sem projetos, cheia de bandidos e democrática na base da chibata e do revólver; a população... sem trabalho, sem renda, usurpada, por vezes calada. E nós professores da segunda fase? Éramos oito (talvez), quase todos da capital, quase todos a espera do estágio probatório terminar e poder equalizar a voz rouca que teimava em não sair.
Esse quadro corroia minh’alma nos retornos solitários à João Pessoa, buscando respostas a tantas injustiças, com tantos corações postos a prova! Nesse entre e sai de Sapé, articulamos denúncias, fizemos assembléias, passeatas, escrevemos para o INSS, Tribunal de Contas, ligamos para o MEC, mandamos mensagens eletrônicas com revelações e revelações dos esquemas fraudulentos da Prefeitura. Pequenas vitórias, cassações, assume o vice, tudo como dantes! Na assunção do vice, o prefeito cassado acusava o antigo aliado, que por vezes parecia mais fraudulento que o antecessor.
E o povo? Esquecido, caluniado, deixado de lado, no embate democrático corria solta a propina, a humilhação. A fome, a miséria, o atraso, o descaso. Possível lembrar agora de Perfeição (Renato Manfredini Júnior): “vamos celebrar a estupidez humana, a estupidez de todas as nações, meu país e sua corja de assassinos, covardes, estupradores e ladrões (...) vamos celebrar nosso governo e nosso Estado, que não é nação (...) vamos comemorar como idiotas a cada fevereiro e feriado, todos os mortos na estrada, os mortos por falta de hospitais...”
Já corria no meu semblante o torpor, o descrédito, uma amálgama de revolta e impotência. Mas, numa dessa viagens, encontrei Jorge e seus papéis para a criação do Sindicato dos Servidores do Município, o que parecia uma pequena luz na escuridão. A labuta diária me fez acompanhar de longe a formação do sindicato, que se concretizou, tendo Jorge a frente junto alguns primeiros sindicalizados.
Enfim a soma de forças, contradições e lutas faz com que o Prefeito não consiga a reeleição e termine por passar alguns meses na Prisão Máxima de Mangabeira, a princípio uma vitória popular.
Mas o que é ser popular? É trocar de Prefeito, “eleito” pelo povo? O retorno a Sapé me disse o contrário. Estive por apenas uma manhã. Encontrei os velhos amigos-professores, por um acaso os mesmos, pois só eu havia deixado o Luis Ribeiro, encontrei Jorge, presidente do sindicato, editando o Jornal Força de Expressão. Conversei com os alunos, com os professores, com os sindicalistas... na verdade encontrei a mesma fome de outrora.
Pouca coisa mudou..., reformaram a escola! A mesma escola, sem computadores, sem atrativos, sem formação continuada. A mesma cidade do ano de 2000 (quando a deixei), a cidade de número 4128 (a partir da melhor situação social) dos 5507 municípios do Brasil, com índices de 0,211 de pobreza (numa escala de 0 a 1, que quanto maior o índice, melhor a situação social e entre 0 e 0,4 encontra-se no pior nível), 0,545 de alfabetização, pasmem 0,251 de escolaridade, 0,048 de emprego formal!, 0,020 de desigualdade (Pochmann e Amorim, 2003:198).
Mudou a Prefeitura? Analisem este artigo extraído do Jornal Força de Expressão de abril de 2003: “Família Feliciano afunda Sapé em Precatórios (...) A Família vem governando Sapé desde 1983, inicialmente com a primeira administração do atual prefeito, José Feliciano, que governou Sapé durante seis anos, passando o cargo para seu tio, José Feliciano Neto, que administrou o município por mais quatro, sendo eleita posteriormente, Maria de Fátima Gadelha Feliciano, esposa do atual prefeito, que teve seu mandato cassado por 9 meses, assumindo então seu cunhado, Roberto Flávio Malheiros Feliciano. A família então perdeu o poder para o médico João Carneiro Filho. Agora, de volta ao poder, a família mais uma vez tem José Feliciano Filho como prefeito(...)”.
Essa democradura imposta pela burguesia (oligárquica) do Brasil é analisada por Paulo Freire em Educação como Prática da Liberdade (1980:74), quando afirma que “Em verdade, o que caracterizou, desde o início a nossa formação, foi sem dúvida, o poder exarcebado. (...) Poder exacerbado a que foi se associando sempre submissão. (...) Esta foi, na verdade, a constante de toda nossa vida colonial. Sempre o homem esmagado pelo poder”.
Essa Sapé-colônia, de uns ditos poderosos, tem a fome como forma imperante de domínio e submissão, na manutenção da consciência ingênua (Freireana) do povo, mantendo como legítima (para eles) a dominação. Mas, este não é o momento de retomada do torpor... aprendemos a dialética, carregamos os olhos vivos de João Pedro, aprendemos o movimento das coisas, do ser. Um novo “Canudos” se aproxima, a liberdade está posta a quem quiser servi-la, através da ação concreta da luta (tão bem realizada pelas Ligas Camponesas). Segundo o Jornal Correio da Paraíba (24/05/03, A-5), o líder do Sem-Terra José Rainha afirmou que o “objetivo do movimento é formar um novo Canudos no Pontal do Parapanema.” Avaliamos, então, que a luta Sem-Terra extrapolou a reforma agrária, que assim como o Vietnã, devemos formar dez, cem, mil, Canudos, espalhados pelas diversas ‘colônias’ desse país.
O que nos anima? Pelo menos o paralelo temporal com a concretude das idéias de Paulo Freire. De que época falamos? Do Governo João Goulart (Lula), popular, do movimento das Ligas Camponesas (MST), da ação concreta, das 40 horas de Angicos/RN (3426 no ranking da exclusão social em 2000). E quais os conceitos de Educação Popular (extraídos de Educação como Prática da Liberdade)? Eis o que absorvemos:
1) Educação Popular é a consciência da população enquanto classe dos trabalhadores;
2) Educação Popular é o fazer da desobediência civil, é transcender da ‘democracia burguesa’;
3) Educação Popular é ser radical (e amoroso), é não acomodar-se;
4) Educação Popular é um sem-número de tarefas a cumprir;
5) Educação Popular é não deixar o povo silenciar;
6) Educação Popular é a educação da consciência da transitividade;
7) Educação Popular é a ingerência nos destinos da vida social;
8) Educação Popular são as bases da educação popular nelas e para elas (enquanto classe de trabalhadores);
E quais as condições concretas que temos para a realização das transformações sociais diante dos quadros de democradura, colônia, submissão, educação formal decadente, poder econômico da burguesia? Freire nos aponta alguns caminhos para a discussão, ao relatar: “A democracia que, antes de ser forma política, é forma de vida, se caracteriza sobretudo por forte dose de transitividade de consciência de comportamento do homem(/mulher). Transitividade que não nasce e nem se desenvolve a não ser dentro de certas condições em que o homem(/mulher) seja lançado ao debate, ao exame de seus problemas e dos problemas comuns. Em que o homem(/mulher) participe.” (1980:80)
João Pedro (que me emprestou seus olhos) mira agora na resistência popular dos povos oprimidos, olha para os índios no Equador e Bolívia, para os círculos bolivarianos na Venezuleza, para a resistência na Colômbia, para o Povo Palestino, enfim para o MST e sua campanha de formação de militantes, para a formação da insurgência popular (que pode ter o nome de novo Canudos).
E neste fim (que se configura enquanto começo) trazemos de volta Perfeição: “Venha, meu coração está com pressa, quando a esperança está dispersa, só a verdade me liberta, chega de maldade e opressão. Venha, o amor tem sempre a porta aberta e vem chegando a Primavera, nosso futuro recomeça, venha que o que vem é Perfeição”.
com os/as alunos/as da escola municipal Felipe Fernandes em Dr. Severiano/RN
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