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22.11.07

15.11.07

Propostas do Prof. Walney - Candidato a Direção do CEFETRN (Uned Mossoró-RN)

WALNEY DIRETOR
(CEFETRN - Uned de Mossoró)
"SAUDAÇÕES A QUEM TEM CORAGEM!"

Apresentação do Plano de Ação 2008-2011
Visitem, deixem suas opiniões e participem dos fóruns e das enquetes!

Gestão Democrática e Transparente
- Criação de Fóruns Democráticos, com reuniões bimestrais, envolvendo servidores e alunos, com o objetivo de discutir a dinâmica institucional;
- Orçamento Participativo, com a definição de prioridades nos Fóruns Democráticos;
- Transparência na utilização dos recursos, tornando público o orçamento bimestralmente (via internet, mural e Fóruns Democráticos);
- Criação de Comissões Descentralizadas, com o intuito de discutir e estabelecer critérios na escolha de servidores para participar de Coordenadorias, Projetos, Disciplinas em cursos esporádicos e de especialização, etc.;
- Criação de Comissão de Capacitação, com o intuito de discutir e estabelecer critérios para liberação de servidores para cursos de pós-graduação;
- Eleição direta para Chefes de Departamentos, com paridade nos votos (alunos e servidores);
- Consulta para escolha dos Coordenadores de setores específicos da administração, por parte dos servidores vinculados aos respectivos setores;
- Definição das políticas de Ensino, Pesquisa e Extensão por princípios democráticos;
- Estímulo e incentivo a criação do Diretório Acadêmico e DCE e reestruturação do Grêmio Estudantil Livre;
- Discussão coletiva na escolha das áreas de seleção e concurso para servidores efetivos e substitutos.


Valorização dos Profissionais da Educação (Professores, Administrativos e Pessoal Terceirizado).

· Maior integração dos servidores da casa;
· Recepção a Servidores Novatos;
· Programa de Formação Continuada para profissionais da Educação Profissional;
· Definição das políticas de capacitação com transparência e democracia;
· Curso de educação básica e qualificação profissional para pessoal prestador de serviço terceirizado em serviços gerais do CEFETRN;
· Estímulo e incentivo a práticas pedagógicas inovadoras;
· Estímulo e incentivo ao atendimento e prestação de serviço público de qualidade;
· Estímulo e incentivo a formação de grupos de estudo e pesquisa;
· Apoio institucional para ingresso em Programas de pós-graduação;
· Valorização dos Servidores Administrativos no Desempenho de Cargos e Funções Técnicas;
Igualdade de condições para o acesso e permanência na Escola

· Permanência e aperfeiçoamento do Curso Preparatório Gratuito ao Processo Seletivo para CEFET-RN (Candidatos com Baixa Renda);
· Ampliação do número de vagas para alunos de Escola Pública;
· Curso de educação básica e qualificação profissional para pessoal prestador de serviço terceirizado em serviços gerais do CEFETRN.
· Laboratórios com equipamento e suprimentos adequados;
· Busca da ampliação da oferta de transportes urbanos em parceria com as Universidades, Associações Comunitárias, DCE das Universidades e Grêmios Estudantis; Luta pelo Passe Livre;
· Curso de qualificação para atendimento a portadores de necessidades especiais;
· Implementação do Programa de Qualidade de Vida (PQV) do CEFETRN
· Horta Comunitária e Segurança Alimentar e Nutricional para alunos e servidores (alimentação saudável e balanceada);
· Ampliação das ações de assistência estudantil e apoio ao estudante da zona rural
Ingresso no Mundo do Trabalho

· Programa de Relações Empresariais
· Melhor acompanhamento dos Estágios
· Convênios com empresas públicas e privadas
· Parcerias com empresas públicas e privadas
· Intercâmbio Institucional
· Banco de oportunidades de Empregos
· Incentivo a criação de Empresa/Cooperativa de Serviços
· Programa de empresas incubadoras
· Definição da oferta de cursos e currículos por critérios que considerem o contexto social, a vocação local e a demanda ocupacional empresarial e econômica.
Ações Gerais

· Arborização e urbanização do CEFETRN (plantio de árvores frutíferas e ipês amarelos);
· Implementar a Rádio Escola;
· Maior apoio à SEMADEC;
· Redimensionamento da EXPOTEC;
· Processo de desburocratização do CEFETRN;
· Comissão Interna de Prevenção de Acidentes;
· Instalação da tecnologia VOIP, reduzindo custos com a telefonia convencional.

13.11.07

um pit bull em minha casa







Uns quinze dias atrás fui surpreendido com um cão da raça pit bull em minha casa. Tratava-se de um dos cães do vizinho, que pulou o muro, atravessou a área e já estava quase na sala. Colocou a cabeça para dentro, fitou-me e voltou para a área. Levei um grande susto e consegui correr para trancar a porta. Gritamos pelo outro vizinho, que alertou o "dono" do indigesto animal do ocorrido. Dia seguinte, fui reclamar com o "dono" da fera, já que o mesmo nem apareceu para pedir desculpas. Prometeu-me levantar o muro. Hoje pela manhã o já esperado aconteceu de novo. Evidentemente que o vizinho não levantou o muro, conforme prometera. O cão apareceu novamente e fiquei em casa preso, esperando o vizinho perceber o fato. Entrementes, liguei para a polícia. O policial-atendente disse-me apenas que neste caso só haviam duas soluções. A primeira, inopinada, seria matar o animal (insinuando que eu poderia, neste caso, atirar no cão já que o mesmo havia invadido propriedade alheia). A segunda ligar para o Centro de Zoonoses (para tanto era só discar 102). Realmente num país de descaso e miséria, seria muita boa vontade alguma "autoridade" acudir um apavorado cidadão, por causa de um cãozinho na sua própria casa. Restou clamar pelo outro vizinho novamente. À noite conversei com o "dono" da fera. Sorridente contou-me histórias sobre seus medos já superados com cães. Mostrou-me marcas (para mim invisíveis) de mordidas na perna e prometeu levantar o muro, pasmem, daqui a um mês. Ainda bem que não sou uma pessoa intempestiva, pois se fosse, malgrado o sorriso cínico do vizinho, teria-lhe acertado um cruzado de direita. Deixo as fotos do ocorrido, esperando que a próxima notícia que vocês tenham de mim não seja dilacerado pela boca violenta desse cão com fama de assassino e criado por pessoas de um mau gosto terrível.

6.11.07

Perseguições, baixarias e muxoxos – uma pequena história sobre processos eleitorais

Esta é a semana para inscrição de candidatos para Diretor Geral do CEFETRN e Diretor das Uned´s. Nesses últimos oito anos de funcionalismo público participei de processos eleitorais para Reitor na UESB e na UERN. As duas experiências foram repletas de "fortes" emoções, que eu espero não assistir nesse processo do CEFETRN. O diferencial é que nas duas universidades, trabalhei em Campi Avançados e não existia o processo de escolha de "Reitor" geral e "Reitor" local, o que, de certo modo, retirava a tensão peculiar do processo eleitoral que ficava concentrada no Campus Central. O processo eleitoral na UESB foi muito tenso. Existiam três candidaturas: uma de situação ligada ao PT/PCdoB, outra de oposição ligada ao carlismo e uma terceira de oposição às duas (mais à esquerda). O interessante naquele processo era a possibilidade do voto "camarão", ou seja, podíamos votar no Reitor de uma chapa e no vice-reitor de outra. Havia um acordo, entre os candidatos, para que a paridade dos votos prevalecesse como escolha decisória da consulta, mas seriam apurados os votos em todas as modalidades possíveis: proporcionalidade, paridade e voto universal.
Com a campanha na rua, os ataques, as blasfêmias e todo tipo de artifícios eram utilizados pelos candidatos e seus adeptos, afinal estava no páreo uma luta histórica contra o carlismo e, invariavelmente, os candidatos vencedores seriam os futuros deputados estaduais da região (o que se confirmaria posteriormente). Como optei pelo voto camarão, gerei uma celeuma dentro do grupo de trabalho que eu pertencia. Acreditei nas propostas da candidata a reitora mais à esquerda e, naquela época, ainda estava vinculado ideologicamente ao PCdoB, gerando uma relação quase institucional com a candidata à vice-reitora na outra chapa. Tempos difíceis... Essa atitude deixou-me desconfortável nos dois flancos, pois qualquer agremiação, num processo eleitoral altamente politizado como aquele, necessitava de apoios incondicionais. Porém, tentei manter a coerência política e isto me custou a amizade de bons profissionais, que não conseguiam distinguir o processo eleitoral (e suas incongruências) das relações no ambiente de trabalho.
Não sei se a última dor é a que sempre dói mais. A eleição para Reitor da UERN foi um processo muito desgastante. Quem conhece um pouco da história da instituição sabe dos problemas institucionais que ela carrega, e o antigo reitor era figura ímpar nos quadros reacionários de uma universidade que precisa muito aprender os conceitos de democracia e liberdade. Fazer oposição na UERN é quase como ser compreendido como um inimigo mortal dos mandatários do poder. Sendo oposição e perdendo as eleições, serás para sempre desapropriado de qualquer possibilidade de crescimento profissional. Mas, os riscos existem para serem corridos e não podemos abdicar de nossos ideais, mesmo que para isso exista o preço da perseguição política. Atirei-me ao processo eleitoral e juntei-me ao grupo de oposição. Debatemos propostas, escrevemos textos – exposição ao máximo. As urnas falaram o já esperado e o candidato de situação foi eleito, prometendo não perseguir ninguém, oferecendo inclusive uma Pró-Reitoria para os “derrotados”, o que para mim foi uma incoerência sem tamanho do grupo de oposição.
Nesses dois processos vi de tudo. As tentativas de candidaturas “laranjas”, expostas apenas para filtrar os votos da oposição. Uma atitude inescrupulosa e sem princípios éticos que deve ser abominada por aqueles que se dizem democráticos; A cooptação de discentes, utilizados inclusive como “bucha de canhão”, metralhadoras ambulantes a serviço de um dado candidato; A eterna confusão entre discutir idéias e querer “tomar” o cargo de outrem, nivelando o debate por baixo e afastando, da ordem do dia, a necessidade imperiosa de discutir projetos institucionais; A prática maniqueísta que “endeusa” uma candidatura e transforma a outra numa seção especial do diabo na terra, tornando a discussão do projeto institucional algo secundário; O velho e arraigo discurso de que “se você não votar em mim, perderá as benesses ou cargos que ocupa”, transformando o processo eleitoral em moeda de troca e afundando de vez as possibilidades de um debate profícuo.
Espero que dessa vez não seja preciso passar por tudo isso. Que possamos vivenciar um processo eleitoral com idéias maduras, atitudes coerentes e vinculadas a um projeto institucional. Tanto na UERN, quanto na UESB, geograficamente era muito difícil passar por um dos candidatos nos corredores das instituições. No CEFETRN (Uned Mossoró), isso é um fato cotidiano, o que não permite que a discrepância ideológica seja motivo de muxoxos e perseguições políticas envidadas de ódio e rancor – para o bem da Instituição Escolar.
Lauro Pires Xavier Neto
Professor do CEFETRN (Uned Mossoró)